Aprendizagem autônoma

Lembro-me de ser um aluno regular até o ensino médio. Não sabia pedir ajuda e era muito distraído. Mas no ambiente familiar ouvia com frequência dizerem que eu era inteligente, pois estava sempre desmontando e consertando algo, instalações e sintonizações eram moleza pra mim. Essas realidades distintas me perturbavam, até que eu passei num concurso para estudar na FAETEC, uma escola técnica do Rio de Janeiro. Foi como se uma chave virasse em meu cérebro, descobri que a aprendizagem acorre num caminho solitário. Entendam! Não quero dizer que o professor é desnecessário, mas que sua responsabilidade é ainda maior, abrir caminho para o aluno, observar quem não sabe pedir ajuda, identificar as dificuldades de aprendizagem e criar estudos dirigidos personalizados. Quando eu passei a ver meus professores como tutores, ou como mentores e não como meros entregadores de conhecimento, levei minha aprendizagem para outro nível, pois descobri que quem percorreu mais vezes um caminho o conhece melhor do que quem passa por ele pela primeira vez. Passei a pedir ajuda e percebi que o professor sempre está disposto a ajudar quem está interessado, ele aponta caminhos, dá dicas e orientações, mas percebi que o percurso maior é percorrido sozinho. O professor pode até dar estratégias, planejamentos e direção, mas o aluno pode e deve adequá-las a si. Concluindo, não se rotule e não permita que outros te rotulem por burro, idiota etc. Você apenas não descobriu a melhor maneira de estudar ou talvez você não tenha descoberto o seu propósito (assunto para outro post). Para alcançar uma aprendizagem autônoma eficaz precisamos conhecer alguém que domine o assunto (professor, tutor, mentor etc.), ter um foco (assunto) e criar uma estratégia para dominar o assunto (estudo dirigido).

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